Meu perfil
BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, BROOKLIN NOVO, Homem, de 36 a 45 anos, Portuguese, English, Arte e cultura, Música
MSN -




Arquivos

Votação
 Dê uma nota para meu blog

Outros links
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis




O Anjo Cassiel
 


PESADO COMO A CHUVA PARTE 1

PESADO COMO A CHUVA

 

 

CENA 1:Bar no centro da cidade.Sábado á noite.Chuva.Velho parado na porta vendo a chuva.Sofia sentada em uma mesa próxima bebendo e fumando.

 

Samuel:Chuva besta!

 

Sofia:Deixa chover velho.tu implica com tudo.

 

Samuel:Não falei com você.Não gosto de chuva.Me dá tristeza

 

Sofia:Tanta coisa me dá tristeza!

 

(Léo está entrando molhado e meio bêbado.Ouve a ultima frase e parece tocado por ela)

 

Léo(para Sofia):Posso sentar aqui?

 

Sofia:Claro!

 

(Pausa.Se olham)

 

Léo:Também estou triste.

 

Sofia(brindando):Bemvindo!

 

Samuel vai até o balcão,senta-se à mesa e enche os copos.

 

Samuel:É por causa da chuva,

 

Léo:O que?

 

Samuel:A tristeza

 

Léo(rindo):Acho que não.

 

Samuel:Traz muita recordação,a chuva.Antigamente chovia tanto nessa cidade,e eu não podia sair de casa,porque minha mãe tinha medo de raio.Me trancava no meu quarto e eu ficava vendo a chuva pela vidraça molhada.Pensava que a vidraça tava chorando...

 



Escrito por Sergio às 10h42
[] [envie esta mensagem
] []





LÁGRIMAS PROFUNDAS PARTE 2

             E os ratos continuavam alvoroçados,seus pelos cinzentos arrepiados talvez já pressentindo o prazer do banquete que viria a seguir.O homem respirava com dificuldade,seus olhos negros arregalados não conseguiam distinguir nada senão vultos se remexendo logo acima de sua cabeça.A escuridão  era total...Mas podia sentir um cheiro de podridão e morte.A tensão  provocava um ritmo mais intenso nas batidas de seu coração.A respiração cada vez mais ofegante,já que pouco ar parecia restar na câmara escura  .Sentia o frio da pedra em contato com suas costas.Mas ainda assim suava.

             Eu via as paredes esverdeadas de musgo.Um lugar onde nunca parecia ter penetrado um único raio de sol.Podia sentir em mim todo o medo que exalava dele.Desespero...

             E a chuva ,os carros,os prédios,a cidade...As pessoas que passavam por mim sem me perceber.Medo virava tristeza.E dor.E melancolia.

             Ele sabia que não havia salvação possível.Sabia que ia morrer.Ali sozinho no escuro.Os guinchos foram ficando cada vez mais estridentes.De repente se deu conta do que eram aqueles vultos...Ratos...Horrendos,sujos,asquerosos.Os ratos iam cair sobre ele.Caminhar sobre seu peito.Roer seu rosto,seu corpo,sua carne.Só restariam ossos depois de uma agonia lenta.Foi então que as lágrimas começaram a brotar...

             ...e se misturar com a chuva.Tudo líquido,transparente.Mas absolutamente claro agora que eu podia comungar aquele choro.Pois que os olhos que choravam não eram senão os meus próprios olhos.E aquele a quem eu devia salvar da fúria sanguinária dos roedores não era outro,senão eu mesmo....

 

 



Escrito por Sergio às 18h39
[] [envie esta mensagem
] []





LÁGRIMAS PROFUNDAS PARTE 1

Lágrimas Profundas

 

 

 

 

 

            Em transparencia agonica,como um martírio,a chuva caia.Cortinas d’agua se interpunham entre as pessoas e os prédios,fazendo da cidade palco de um espetáculo ao mesmo tempo fascinante e tenebroso.As pessoas esperando paradas no ponto de ônibus,inutilmente tentando se proteger com exíguos guarda chuvas sentiam-se incomodadas e o mau humor do fim de tarde se avolumava em tensão ,como as nuvens negras que não paravam de produzir água.

              Tão transparente quanto a chuva,caminhava eu por aquela rua alagada e escura.Nem os postes de luz conseguiam me iluminar.Nem meus gestos desesperados conseguiam chamar atenção daquelas pessoas ali paradas,ou de quem quer que se atrevesse a caminhar,como eu,pelo meio das cortinas líquidas.Terror e espanto tomavam conta de mim.Como podia ser que ninguém me visse?Como teria eu conseguido me tornar de todo translúcido?Até a própria chuva passava através de mim.Meu corpo não tinha solidez alguma.Mas o que mais me incomodava nem era essa minha (dês)forma.Era a urgência que eu sabia ter em salvar uma pessoa.Um homem que em algum ponto da cidade estava prestes a ser assassinado.Se é que se poderia chamar de assassinato àquele horror!

               O homem estava nu,deitado de barriga para cima em uma pedra grande a achatada.Essa pedra ficava escondida em alguma sórdida profundeza.Uma espécie de porão de paredes sólidas e sem janelas.Não havia luz lá,mas eu o via claramente:um homem claro,de cabelos longos,uns trinta e poucos anos.Não estava preso,mas mesmo assim não conseguia se mover.Abaixo dele havia a pedra.De seus lados as grossas paredes,e , acima de seu corpo,a menos de um palmo de seu nariz havia uma gaiola enorme de madeira escura,cheia de ratos.Ratos cinzentos,grandes,olhos avermelhados,roendo frenéticamente a madeira para se livrarem de sua prisão e prontamente se refastelar com a carne fresca que havia logo abaixo.Pareciam eles sentir o sangue correndo nas veias do homem e isso os atiçava e os incentivava a roer mais e mais .

             Eu só sabia ser meu dever e minha obrigação,impedir que se concretizasse tamanha crueldade.Mas não sabia como.Não sabia nem sequer onde era aquele lugar.E não podia contar com ninguém para me ajudar uma vez que nem visível aos olhos das pessoas eu era...

            

 

 

 

 

 



Escrito por Sergio às 18h38
[] [envie esta mensagem
] []





N

EM CENA EM ÀLBUM DE FAMÍLIA



Escrito por Sergio às 16h34
[] [envie esta mensagem
] []





Sábado é dia de ir na oficina do Satyros.Maravilhoso estar lá na Praça Roosevelt nesse momento em que a cena teatral da cidade de São Paulo está em efervecencia e passa por aquele lugar.Aqui vai o trailer da peça Inocencia que eles encenaram e que foi uma das coisas que me fizeram ir parar lá.

http://www.youtube.com/watch?v=iJvTXD1uR3s



Escrito por Sergio às 12h10
[] [envie esta mensagem
] []





Viver é sentir ,criar.Nada se esgota enquanto se cria.Ao contrário,no entanto,a falta de criatividade paralisa.Parece que o dia a dia nas ruas da cidade,nas fábricas,nos arranha-céus de vidro,atrás das telas de cristal líquido dos computadores só pode gerar apatia!Só que a energia criadora pode libertar da agonia mórbida do cotidiano e causar movimento.E se não houver movimento,não há vida...

Escrito por Sergio às 11h47
[] [envie esta mensagem
] []





CASSIEL é um anjo no filme de Wim Wenders "As Asas do Desejo".Essa é a sequencia em que se torna humano.Esse filme é luminoso...

http://www.youtube.com/watch?v=cxJ1-EmLDls&mode=related&search=



Escrito por Sergio às 11h42
[] [envie esta mensagem
] []





Resolvi inaugurar um espaço aqui.Deixar registrado meus pensamentos,minhas sensações,minhas emoções.Compartilha-lha com as pessoas...

Enfim,me deixar ver como um ser humano.porque a linguagem virtual,de certa forma deixa transbordar o que de mais humano há em nós.

Eu,sou um amante das artes.Do cinema,da literatura,do teatro,do cinema.Nessa hora,em que resolvi encarar um palco,viver a delícia de ser ator,estou mais aberto para as sensações.Portanto quero registra-las e receber de volta as sensações causadas,como no palco.

Ah,a emoção do palco!Claro que já tive outras em minha vida:meus filhos,os lugares do mundo que pude conhecer,etc...Mas essa de viver outra vida,de viver outro ser,de sentir outro sentimento.Isso,nem que daqui pra frente eu não volte nunca mais a atuar,já tenho plantado,sedmentado dentro de mim.Hoje,sózinho no camarim,no intervalo entre as sessões,a emoção que senti foi demasiado forte,impactante.Me levou às lágrimas,de alegria,de prazer,de pura delícia de ter feito o que fizemos.Aí,o ator.O ator é o cara que junta a si a parte mais profunda da alma de alguém e a traz para o palco a fim de lhe atribuir significados.O ator sofre,delira.O ator é o cimento que constróe um edifício.O ator é puro tesão,é prazer.O ator tem que abrir mão da moral,da hipocrita imposição social e viver no niilismo porque a vida para a qual a arte leva é outra enão a que os humanos "demasiado humanos" se admitem.Ser ator.Atuar.Subir no palco,dizer um texto,extravazr as emoções.

Tesão/choro/dor de barriga

Emoção

voz/corpo/texto/luz/cenário

Ah!A delícia de ser um ator...,

MERDA MERDA MERDA

"Luz,quero luz.Sei que além das cortinas,são palcos azuis"




Escrito por Sergio às 12h56
[] [envie esta mensagem
] []



 
  [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]